sábado, 5 de setembro de 2015

Flávia e o bolo de chocolate

Oi gente, de repente me lembrei desse livro que foi assim um achado muito rico para mim, quando estive no CCBB RJ para visitar a exposição de Picasso e passei na Livraria da Travessa, daí sentei como sempre faço nas cadeirinhas reservadas para a literatura infantil e estava lá como um presente dos céus para mim: FLÁVIA E O BOLO DE CHOCOLATE  é  um livro maravilhoso  que todos deveriam ler, fala sobre a questão racial e muito mais do que isso, fala como o amor pode superar todos os preconceitos, todas as barreiras de forma doce e envolvente .
É um livro muito lindo não tem como não se apaixonar por ele. Esse livro de Miriam Leitão para mim uma grande surpresa pois logo associei o nome da autora com a tv e o jornalismo somente, não imaginava quando abri o livro do que se tratava. me arrependi muito de não tê-lo comprado, mas assim que puder visito outra livraria em busca desse e de outros livros que falem do tema. Não vou falar mais pois deixo para a sua curiosidade. LEIAM FLÁVIA E O BOLO E CHOCOLATE!!! E para os professores ótimo material para trabalhar em sala de aula. Simplesmente demais!!!

Um pouquinho de História para refletirmos sore as questões culturais do racismo.

Racismo


O racismo consiste numa teoria que defende a existência de características que podem diferenciar os homens por meio da detecção dessas. A origem do termo vem do latim ratio, que significa categoria, sorte ou espécie. A partir do século XVII essa palavra foi empregada com o sentido de assinalar as diferenças físicas existentes entre os diferentes tipos humanos.

Foi a partir desse momento que a procura e identificação das diferenças entre os homens deixou de ser um simples exercício de classificação e identificação. A partir de então, a distinção racial serviu para que certos cientistas defendessem a idéia de que existiam raças “melhores” e “piores”. No século XVIII, as distinções raciais se limitavam à cor da pele, dividindo os grupos humanos entre as raças negra, branca e amarela.

No século seguinte, esses três critérios de distinção racial ganharam novas características morfológicas que definiram as raças com maior precisão. Nessa mesma época, as reinterpretações da teoria darwinista acabaram legitimando uma hierarquia onde a raça branca seria vista como o grau máximo do desenvolvimento físico e mental dos seres humanos. Com isso, asiáticos, mestiços e negros seriam colocados em patamares de menor grau de desenvolvimento.

Além disso, o racismo deixou de incorporar conceitos de natureza estritamente biológica para também defender a associação entre certos valores morais e estados psicológicos e uma raça. Tais conceitos ganharam enorme força na Europa do século XIX, principalmente a partir do processo de colonização dos continentes africano e asiático. O predomínio do “homem europeu branco” seria justificado por meio de uma pseudo-ciência defensora da necessidade de se civilizar as chamadas “raças indolentes”.

No século XX, o racismo ganhou novos desdobramentos e teorias cada vez mais incoerentes. O cientista italiano Cesare Lombroso, por exemplo, fundou a fisiognomonia, teoria em que julgava ser possível deduzir o comportamento do indivíduo por meio da simples observância de suas características físicas. Paralelamente, outras teorias defendiam o aprimoramento moral dos homens pela manutenção de uma raça pura e a aversão às misturas raciais.

Certamente, foi nesse contexto de idéias que as teorias raciais de Adolf Hilter e do nazismo buscaram todo sua justificação. O ideário nazista considerava que os judeus, negros e ciganos deveriam ser isolados do território alemão para que a “raça ariana” pudesse manter sua hegemonia. Além disso, o apartheid entre negros e brancos, ocorrido na África do Sul, poderia também ser considerado como um fruto direto das teorias racistas.

Atualmente, as ciências biológicas comprovaram que o racismo não tem nenhuma sustentação cientificamente verificável. Cientistas provaram que as raças não existem enquanto método classificatório, pois todos os homens estão sujeitos a diferenciações genéticas incapazes de determinar certas habilidades, valores, ou padrões de comportamento. Entretanto, muitas pessoas insistem em se auto-afirmar ou ofender determinados grupos por meio de concepções de natureza racista.


Por Rainer Sousa
Mestre em História


Texto disponível em: http: www.mundoeducacao.com/sociologia/racismo.htm

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Deixe aqui a sua opinião:

Como o preconceito pode influenciar na construção da identidade?

O racismo é cultural?

Como a criança se percebe enquanto negra na sociedade?

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Literatura Infanto Juvenil X Preconceito

Sabemos que o racismo ainda é algo muito presente na sociedade atual. O povo negro ainda é bastante discriminado. Devemos ter em mente que, diante deste quadro, a sala de aula não é um território neutro. Ainda que os profissionais de uma escola se preocupem em tratar todos da mesma maneira, a discriminação ainda se faz presente. É só refletirmos sobre os livros utilizados na escola. Qual deles mostra famílias negras felizes e bem sucedidas? Quantos príncipes, princesas, reis e rainhas são negros? Quantos heróis negros são retratados na literatura? Qual o significado de ser despertado para o prazer da leitura sem ver personagens com uma cor semelhante a sua sendo representados de forma positiva nas páginas de um livro?
Sentimentos de inferioridade e auto-rejeição são as conseqüências mais comuns na auto-estima de quem não se reconhece nas histórias contadas na escola. Muitos alunos passam a se enxergar com uma cor que não é a sua por quererem ser aceitos pelo grupo e pela sociedade. Para superar essas dificuldades é necessário se repensar o currículo escolar. Já que as histórias consagradas do mundo de faz-de-conta são de origem européia, é necessário trabalhar, além delas, lendas e histórias de outros povos como os africanos, os orientais, os indígenas...
Seguem algumas sugestões de materiais que podem ser trabalhados com alunos desde a educação infantil, buscando que eles se reconheçam dentro das diferentes culturas.


*Este poema é parte do projeto Preticências e outras mirabolâncias, de Marcelo Serralva, que fala da identidade negra para crianças, de forma leve e lúdica. A ideia é que os poemas sejam compartilhados e usados em sala de aula sem restrições.

Com esse poema é possível iniciar um debate sobre a predominância de príncipes e princesas brancos na literatura. Além disso, é possível discutir o uso dos termos negro, preto, afro-brasileiro e afro-descendente, a fim de perceber que nenhum desse termos é pejorativo porém, o que pode torná-los ofensivos é a intencionalidade de quem os usa.


A Coleção As Aventuras de Luana tem como personagem principal uma menina de oito anos, capoeirista e que mora em Cafindé, vila fictícia remanescente de um quilombo. Sua turma de amigos é miscigenada, demonstrando claramente a intenção de não ser um projeto direcionado só às crianças negras, mas sim à todo o publico infantil. Com seu berimbau mágico, Luana se transporta para outras épocas e lugares, nos levando a descobertas inacreditáveis. Entre outras coisas, nos ensina o valor da nossa cultura e a importância das diferentes raças na formação do povo brasileiro. 


O livro de Daniel Munduruku, nos apresenta Kabá Darebu, um menino índio que conta, com sabedoria e poesia, o jeito de ser de sua gente, os Munduruku.


O livro traz uma fábula oriental que nos fala sobre ética e honestidade.
Racismo hoje

O que percebo é que a sociedade brasileira ainda traz consigo heranças da nossa história de colonização. O racismo ainda esta presente e de maneira muito camuflada ás vezes. É necessário acontecer uma situação grave e aparecer na mídia para que este tema seja discutido, pelo menos no primeiro momento, quando a notícia ainda esta recente. Faz-se necessário uma maior mobilização por parte das entidades educacionais, colocar em seus planejamentos, projetos pedagógicos e debates o tema racismo. Não basta discutir o fato ocorrido com uma celebridade, mais do que isto, precisamos trazer para reflexões dentro da escola.

terça-feira, 1 de setembro de 2015


Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_aPYuKiKFMg

Brasil atualiza o racismo por não discutir “branquitude”






Nos debates sobre raças e racismo pouco se fala sobre “branquitude”. E foi a partir desta constatação que a pedagoga e professora de educação infantil, Luciana Alves, demonstrou que ações afirmativas, como a lei sobre ensino da cultura africana, só fazem sentido se forem realizadas em ambiente de reflexão e reconstrução sobre o “ser branco”.
O tema “miscigenação” é muito falado no Brasil, mas o que se esconde por trás desse discurso é uma cultura que atualiza o racismo. A escola se apresenta como instituição discriminatória, onde o assunto “branquitude” é pouquíssimo discutido nos debates sobre raça. Essa situação colabora para que o branco se sinta superior e em posição de neutralidade a respeito do tema, fazendo perpetuar a “positividade da brancura” e os estereótipos negativados do “ser negro”.
 Segundo Luciana, a melhor forma de não atualizar a discriminação nas salas de aula é colocar o tema “branquitude” em pauta. “É preciso entender que os brancos também formam um grupo racial que defende seus interesses, e acabam se beneficiando, direta ou indiretamente com o racismo”, diz a pesquisadora. Ela acredita que deve haver no ambiente escolar oportunidades de se discutir e questionar a adesão à ideia de superioridade da brancura.
— É aí que entra a formação adequada dos professores, como aposta para que a idealização branca deixe de ser objeto de desejo para negros e brancos, pois ela pressupõe hierarquia — descreve a pesquisadora. Nas salas de aula, a brancura ainda é construída como referência de humanidade, onde “o branco é sempre o melhor exemplo”.
(Por Glenda Almeida – Agência USP)

Confira o texto na íntegra em:https://eusr.wordpress.com/2013/05/31/brasil-atualiza-o-racismo-por-nao-discutir-branquitude/
Confira também: ALVES,Luciana."O valor da brancura: considerações sobre um debate pouco explorado no Brasil. Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0CCsQFjACahUKEwituaPA89bHAhWBgg0KHVW2APc&url=http%3A%2F%2Fcadernos.cenpec.org.br%2Fcadernos%2Findex.php%2Fcadernos%2Farticle%2Fdownload%2F176%2F204&usg=AFQjCNFj6RY0QxwuIDNNxj7fp58y6bxPPg&bvm=bv.101800829,d.eXY